Embolização de aneurismas cerebrais: como funciona o procedimento?
Postado em: 12/09/2025

O aneurisma cerebral é uma condição séria que pode trazer riscos graves à saúde se não for identificado e tratado a tempo. Felizmente, a medicina avançou com técnicas minimamente invasivas, como a embolização, que permitem tratar o problema sem necessidade de grandes cirurgias. Mas como esse procedimento funciona?
O que é a embolização de aneurisma cerebral?
A embolização é um tratamento realizado pelo neurorradiologista intervencionista para excluir o aneurisma da circulação sanguínea, evitando seu rompimento.
O procedimento é feito através da inserção de microcateteres em uma artéria da virilha ou do punho, que são conduzidos até o cérebro com auxílio de imagens em tempo real.
No local do aneurisma, o médico utiliza dispositivos vasculares como stents e molas (coils) para bloquear o fluxo de sangue no interior do aneurisma, levando-o a cura.
Quando a embolização é indicada?
Esse procedimento costuma ser indicado nos seguintes casos:
- Aneurismas cerebrais detectados em exames de imagem
- Risco de ruptura devido ao tamanho ou localização
- Pacientes com histórico familiar de aneurisma ou AVC hemorrágico
- Aneurisma que cresceu durante exames de controle
Quais são as vantagens desse tratamento?
Em comparação à cirurgia tradicional (clipping), a embolização apresenta diversos benefícios:
- Procedimento menos invasivo
- Menor tempo de internação hospitalar
- Recuperação mais rápida
- Menor risco de complicação
- Excelente eficácia na prevenção de rupturas e cura do aneurisma
Como é a recuperação após a embolização?
A maioria dos pacientes permanece internada por um período curto, geralmente entre 24h e 48h. Após a alta, recomenda-se repouso relativo por alguns dias e acompanhamento médico periódico, com exames de imagem para garantir o sucesso do procedimento.
A embolização de aneurismas cerebrais é uma alternativa segura e moderna para proteger o paciente contra complicações graves. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar riscos, já que o aneurisma muitas vezes não apresenta sintomas antes da ruptura.
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Dr. Renato Tosello – PhD
Neurorradiologista intervencionista
Doutorado pela Escola Paulista de Medicina – UNIFESP
CRM: 133.066
RQE 64312 | RQE 643121 | RQE 64379
