Entendendo os Riscos: Opções de Tratamento para Aneurisma Cerebral
Postado em: 03/04/2025
O Aneurisma Cerebral é uma alteração/deformidade que se forma em um local de fragilidade da parede dos vasos sanguíneos cerebrais (artéria ou veia), no qual pode vir a se romper levando ao sangramento intracraniano.
Esse quadro pode evoluir para uma hemorragia subaracnóidea, uma emergência médica grave associada a altas taxas de mortalidade e sequelas neurológicas.
A escolha do tratamento para aneurismas cerebrais deve levar em consideração vários fatores, incluindo o risco de ruptura, o estado clínico do paciente, o tamanho e localização do aneurisma e as características anatômicas da lesão.
A seguir, você vai conhecer algumas das principais opções de tratamento disponíveis e seus riscos. Vamos lá?
Métodos de tratamento para aneurisma cerebral
Os tratamentos disponíveis para “Aneurisma Cerebral“ visam prevenir a ruptura do aneurisma e suas possíveis complicações, ou tratar aneurismas já rompidos.
Atualmente, as principais abordagens incluem procedimentos minimamente invasivos, como a embolização de aneurisma cerebral, e a cirurgia aberta, conhecida como clipagem cirúrgica.
Embolização de aneurisma cerebral
Atualmente a embolização de aneurisma cerebral é a principal escolha para o tratamento dos aneurismas, em todo o mundo.
Por ser minimamente invasivo, menos traumático e altamente versátil, é capaz de tratar os aneurismas cerebrais em diferentes localizações, com tamanhos e morfologias variadas com extrema segurança, com elevadas taxas de cura e rápida recuperação.
Esse procedimento minimamente invasivo consiste na introdução de um cateter na artéria femoral, que é guiado até o local do aneurisma.
O tratamento pode ser realizado com o uso de dispositivos como:
- Espirais metálicas (“molas”): São inseridas no interior do aneurisma, com o intuito de bloquear a entrada de fluxo sanguíneo em seu interior para fechar o aneurisma
- Stents: Dispositivos metálicos implantados para estabilizar as espirais metálicas no interior do aneurisma, e ajudar no fechamento dos aneurismas
- Flow diverters: possui tecnologia avançada que redireciona o fluxo sanguíneo, promovendo a trombose do aneurisma por segunda intenção, sem o uso de espirais metálicas
Apesar das vantagens, a embolização pode apresentar riscos, como:
- Recanalização: Em alguns casos, o aneurisma pode voltar a se preencher com sangue, exigindo novos procedimentos.
- Trombose arterial: Pode ocorrer obstrução dos vasos adjacentes, levando a um acidente vascular cerebral (AVC).
- Reação ao contraste: Como o procedimento exige o uso de contraste iodado, pode haver reações alérgicas ou toxicidade renal.
Mesmo com esses riscos, a embolização tem se mostrado segura, proporcionando melhores resultados do que a clipagem cirúrgica.
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Clipagem cirúrgica
A clipagem cirúrgica envolve a abertura do crânio (craniotomia) para acessar diretamente o aneurisma e colocar um clipe metálico na sua base, interrompendo o fluxo sanguíneo.
Essa técnica é considerada eficaz, mas por ser um procedimento mais invasivo, apresenta riscos específicos, como:
- Infecções e complicações pós-operatórias: Abertura do crânio pode levar a infecções ou hematomas intracranianos.
- Deficiências neurológicas: O risco de lesão cerebral durante o procedimento pode resultar em déficits motores, de linguagem ou cognitivos.
- Recuperação prolongada: Diferente da embolização, que requer poucos dias de internação, a clipagem exige um período de recuperação mais longo.
- Recanalização: Em alguns casos, o aneurisma pode voltar a se preencher com sangue, exigindo novos procedimentos.
Comparação entre embolização e clipagem
A escolha entre embolização e clipagem deve ser feita de forma personalizada, considerando fatores como idade, estado clínico e características do aneurisma.
Alguns fatores ajudam a orientar essa decisão:
- Aneurismas pequenos (<2 mm): Aneurismas assintomáticos podem ser apenas monitorados, sendo fundamental manter esse acompanhamento com regularidade.
- Aneurismas de difícil acesso cirúrgico: Preferência pela embolização endovascular.
- Pacientes jovens e idosos com aneurismas acessíveis: A embolização é preferida por proporcionar um tratamento minimamente invasivo e definitivo.
- Aneurismas já rompidos: A embolização costuma ser a primeira escolha para evitar ressangramentos imediatos.
A equipe profissional deve analisar cada caso para entender a melhor opção.
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O futuro do tratamento para aneurismas cerebrais
Com o avanço da neurorradiologia intervencionista, novas técnicas e dispositivos estão sendo desenvolvidos para tornar os tratamentos mais seguros e eficazes.
Algumas das inovações incluem:
- Endopróteses intracranianas mais sofisticadas: Que reduzem ainda mais o risco de recanalização.
- Materiais bioabsorvíveis: Dispositivos que se dissolvem após a cicatrização do aneurisma.
- Inteligência artificial na medicina: Algoritmos capazes de prever o risco de ruptura com base em exames de imagem.
Esses avanços possibilitam tratamentos ainda mais personalizados e menos agressivos,
Quando uma intervenção é necessária para o tratamento de um aneurisma cerebral, profissionais qualificados são capazes de minimizar os riscos e entender melhor cada caso.
Se você deseja saber mais sobre o diagnóstico e tratamento de aneurismas cerebrais, entre em contato com a Clínica Tosello!
Dr. Renato Tosello, PhD
Neurorradiologista Intervencionista
CRM: 133.066
RQE: 64.312 | RQE: 643.121 | RQE: 64.379
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