Tabagismo e cigarro eletrônico: novos riscos para a saúde do coração
Postado em: 29/10/2025
O cigarro convencional há décadas é um dos maiores vilões da saúde, responsável por milhões de mortes evitáveis em todo o mundo. Porém, nos últimos anos, o cigarro eletrônico (vape) ganhou popularidade, principalmente entre os jovens, sendo visto erroneamente como uma alternativa mais segura.
O problema? Pesquisas recentes mostram que os cigarros eletrônicos também estão associados a riscos cardiovasculares importantes, incluindo aumento de pressão arterial, arritmias e maior chance de infarto.
Neste artigo, vamos entender os impactos do tabagismo — tanto convencional quanto eletrônico — e por que o abandono do hábito é crucial para proteger o coração.

O impacto do tabagismo no coração
O cigarro tradicional está diretamente relacionado a doenças graves como:
- Infarto agudo do miocárdio
- Acidente Vascular Cerebral (AVC)
- Hipertensão arterial
- Doença arterial periférica
As substâncias tóxicas presentes na fumaça (nicotina, monóxido de carbono e alcatrão) danificam vasos sanguíneos, favorecem coágulos e aceleram o envelhecimento do coração.
Cigarro eletrônico: uma nova ameaça
Apesar da imagem de “menos prejudicial”, estudos recentes mostram que o cigarro eletrônico também:
- Aumenta a pressão arterial e frequência cardíaca imediatamente após o uso;
- Contém nicotina em altas concentrações, favorecendo dependência;
- Libera partículas tóxicas que podem causar inflamação nos vasos sanguíneos;
- Eleva o risco de doenças cardiovasculares a médio e longo prazo.
Em resumo: o vape não é seguro para o coração.
Risco aumentado em jovens e adultos
O crescimento do uso do cigarro eletrônico entre jovens é preocupante, pois muitos acreditam que não traz consequências graves. Entretanto, iniciar cedo significa expor o coração por mais tempo ao risco, além de abrir portas para o tabagismo convencional.
Por que parar é tão importante
Parar de fumar, seja cigarro tradicional ou eletrônico, traz benefícios quase imediatos:
- Em 20 minutos: a pressão arterial e a frequência cardíaca começam a cair.
- Em 12 semanas: melhora da circulação sanguínea.
- Em 1 ano: risco de doença cardíaca cai pela metade.
- Em 15 anos: risco cardiovascular se aproxima de quem nunca fumou.
O tabagismo — seja convencional ou eletrônico — representa uma ameaça séria para a saúde cardiovascular. Não existe “opção menos prejudicial”: ambos aumentam os riscos de infarto, AVC e outras complicações.
Converse com nossos médicos sobre estratégias para parar de fumar e proteja o coração para o futuro.
Dra. Priscila Gianotto Tosello
Cardiologista – Tomografia e Ressonância Cardiovascular
CRM: 158.664 – RQE: 72373
